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Terapia de Casal

A falta de tempo e as pressões do trabalho podem afetar o relacionamento. Casais muito ocupados acabam descuidando a relação, produzindo descontentamentos e mágoas Os motivos que levam à procura pela terapia de casal são diversos.  Será que está na hora de vocês procurarem ajuda? Saiba como funciona esse tratamento.
O fundamental é reconhecer a insatisfação e evitar que as crises se tornem crônicas. “Se os problemas se arrastam há muito tempo, a taxa de sucesso diminui”. (Ailton Amélio da Silva, professor de Psicologia. USP. São Paulo.). Na opinião dele, muitos casais adiam por causa da resistência dos homens – vários têm preconceito e não pensam em consultar terceiros. ‘‘Uns sofrem de tédio, outros estão cansados de tanta briga’’. Revela, a briga, em si, não é ruim. A forma de brigar é que importa. Se há desrespeito, os envolvidos mal se ouvem e só querem atacar o outro, aí, sim, a briga é destrutiva e não leva a nada”, alerta.
As questões da comunicação e da sexualidade podem entrar em pauta e as fases de mudança – como a chegada dos filhos – testam os casais. “A proposta é ajudar o casal a encontrar uma forma harmônica de se relacionar, mas não há mágica”. Portanto, assim como existe a possibilidade de um salto qualitativo no relacionamento, nada impede que os envolvidos cheguem à conclusão de que serão mais felizes separados. Nesse caso, mesmo que a dor seja inevitável, é provável que o fim se mostre menos traumático, pois ambos puderam se expressar e refletir antes.
 A terapia de casal ou terapia conjugal é uma terapia em que ambos os parceiros participam, tendo o foco na sua interação e nas dificuldades específicas que eles estão vivendo. Ela pode auxiliar o casal a pôr seu relacionamento de volta aos trilhos, seja no casamento, no namoro ou no noivado.  Na terapia de casais trabalha-se para descobrir onde as coisas estão indo mal e procurar modos de melhorar. Não é uma fórmula mágica que irá "consertar" as coisas, mas um canal para o casal entender melhor suas dificuldades e trabalhar em cima delas.    
A terapeuta ajuda os parceiros a identificarem os pontos de conflito dentro da relação e a determinar quais as mudanças desejáveis, sejam no modo de se relacionar, sejam mudanças individuais. Nesse tipo de terapia, há componentes de mediação, componentes educacionais e de terapia individual envolvidos, dependendo das dificuldades específicas enfrentadas.  O casal torna-se ciente de pontos de vista e modos de interagir e de se comunicar destrutivos para tentar modificá-los.    
Os problemas que levam o casal à terapia podem ser dificuldades de interação, sexuais, emocionais, falta de habilidade para lidar com o estresse. Estão embutidos aí o desequilíbrio de valores sobre sexo, educação dos filhos, papéis sexuais, carreira, dinheiro, cuidados com a casa.Há diferenças de gênero que às vezes podem levar à desentendimentos, como os estilos diferentes de comunicação dos homens e mulheres.    
A falta de tempo e as pressões do trabalho podem afetar o relacionamento. Casais muito ocupados podem acabar negligenciando a relação, se distanciando ou priorizando sempre outras partes de sua vida, levando à mágoas. Outras vezes, sentem-se cansados e esgotados quando chegam em casa e acabam não respondendo às necessidades de seus parceiros. Isso também se acentua quando o casal tem filhos pequenos. Penso que casamento é doação, uma atitude contínua de crescimento. Quando duas pessoas se propõem estar casadas, elas devem criar hábitos que ajudam a fortalecer a relação. Atitudes rotineiras que promovem a sensação de pertencimento – do compartilhamento de um conjunto de crenças e valores comuns que dão significado ao que pensamos e sentimos – contribuem para a cumplicidade do casal. Quando um casal cria rituais que expressam o carinho e a consideração de um pelo outro, tem-se a sensação de que a relação é um pequeno universo privado com códigos e símbolos próprios. Isso acentua o vínculo conjugal porque potencializa a força identitária da linguagem e do espaço comum”. A individualidade de cada um deve ser preservada. Contudo, é fundamental que haja condições para que o casal se reconheça como tal, ou seja, como duas pessoas com metas, objetivos e propósitos comuns. Quando se trata de investimento de tempo do casal, na relação a dois são as saídas a passeio – o namoro – que pode incluir cinema, jantar, teatro, o que quer que satisfaça o casal. Sair à noite para um programa especial deveria ser uma proposta, no mínimo, mensal de um casal. O ritual de escolher o programa, arrumar-se, sair, investir tempo, dinheiro e afeto no lazer comum. “Muitos casais só se tocam na hora do sexo. Fora da cama são frios, não demonstram carinho, não andam de mãos dadas, não se abraçam, nem se beijam”. Ora, como o sexo pode ser envolvente se a intimidade do casal está por um fio? Infelizmente, não existe receita de sucesso.
Ter uma vida a dois é compartilhar, trocar, se doar, dar e receber prazer. Então, invista no contato físico. Lembre: o sexo começa muito antes de irem para a cama. Dê um beijo de bom-dia na parceira, aconcheguem-se no sofá, reservem tempo para conversar. “Estreitar os laços emocionais ajuda a entender como se pode oferecer prazer.”
Há momentos difíceis em todos os casamentos. Sim, há momentos difíceis no seu casamento e tambem no meu. Devemos estar prevenidos sobre isso para não abandonar o barco. A tormenta pode passar. Enfim, o casamento não veio pronto e acabado, mas é algo que se constrói dia a dia com os tijolos do amor, da renúncia e do compromisso. Os desafios e dificuldades de uma vida à dois, as brigas, o fracasso e o desapontamento podem servir como um impulso para a mudança e o crescimento. É importante buscar ajuda profissional, mesmo quando parece que já esgotaram todos os recursos, pois uma relação satisfatória é um bem imensurável. É preciso se dar a chance. 

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