Por que e quando fazer terapia?

Sintomas que envolvem ansiedades, insônias, compulsões, depressões podem ser tratados pelo psicólogo. Além de problemas de relacionamentos, culpas, frustrações com a vida pessoal, familiar, profissional, lutos e tudo aquilo que consome nossa energia e que pode nos impedir de levar uma vida saudável. 

Apesar de que, muitas pessoas ainda acreditam que buscar psicoterapia é coisa de quem está louco, quando na verdade consultar um psicólogo é um ato de coragem de quem deseja investir no auto conhecimento. Durante a sessão, o papel do psicólogo é conduzir você a um processo de autoconhecimento para que possa olhar-se de frente e se expressar na sua singularidade, considerando que os seus sintomas podem ser compreendidos a partir de suas experiências de vida, de seus vínculos afetivos e de suas relações consigo e com o outro.

Mas, as pessoas se perguntam: por que falar sobre minhas dificuldades para um estranho ao invés de falar para um amigo? Um amigo ou familiar é alguém que faz parte de sua história de vida, que não está preparado para te ouvir sem julgar, sem criar expectativas a seu respeito, sem comparar a sua situação com a dele. O psicólogo é alguém que se preparou para te escutar até mesmo naqueles assuntos mais difíceis de falar, para intervir e ajudá-lo a despertar suas potencialidades e crescer ao aprender a lidar com suas emoções. 

O custo da terapia, assim como o médico, o dentista, o nutricionista, o educador físico e tantos outros profissionais, o psicólogo é um profissional que estudou e continua estudando, que conhece técnicas para te ajudar, que dispõe de um lugar seguro e utiliza-se de ferramentas e instrumentos muitas vezes não mensuráveis, maneira.

Transtorno Dismórfico Corporal – Dismorfia

A síndrome da distorção da imagem ou Transtorno Dismórfico Corporal, é uma preocupação obsessiva com a aparência física. O termo dismorfia é uma palavra grega que significa “feiúra”. Esta síndrome é constituída por pensamentos praticamente delirantes, características que são muito semelhantes a pensamentos obsessivos. 

As causas são bastante discutíveis. Há duas teorias: uma biológica e outra psicológica; a explicação psicológica aponta para uma baixa auto-estima, levando a uma autocrítica destrutiva e a sentimentos de abandono. Uma vez que a doença tenha se desenvolvido, ela é mantida pela excessiva atenção que a pessoa dedica a um comportamento auto-centrado, como verificar o “defeito” percebido e fazer comparações com outras pessoas.

Como identificar o transtorno? 

Atualmente, a forma mais frequente da síndrome é referente ao peso corporal. Pessoas com peso adequado para sua altura e faixa etária que tendem a se considerar acima do peso e que se submetem a regimes rigorosos, uso de medicamentos, vômitos forçados e até gastroplastias, condutas que podem colocar em risco suas vidas, gerando uma espécie de anorexia mental. Elas tendem a evitar lugares públicos e até ao isolamento social e a procura por tratamentos estéticos de maneira doentia, como cirurgias plásticas, tratamentos de rejuvenescimento, ou uso exagerado de cosméticos, dentre outros. Todo esse esforço para serem aceitas. Outra forma muito frequente é com relação a algum aspecto do seu rosto. Em geral, elas alegam falta de simetria ou algo que está muito grande ou muito pequeno, ou que está fora de proporção ao resto do corpo. As pessoas com TDC normalmente demoram muito em atividades como verificar sua aparência num espelho, pentear e ajeitar os cabelos, comparar-se com os modelos em revistas e etc.

Um dos meios mais indicados para o tratamento desse transtorno é psicoterapia, sobretudo a Terapia Cognitivo Comportamental. E embora seja bastante complexo, uma vez que grande parte das pessoas com a síndrome acreditarem ser apenas vaidosas, o Transtorno Dismórfico Corporal é fonte de grande sofrimento e angústia para essas pessoas, sendo portanto, de suma importância buscar ajuda profissional.

A Psicologia clínica tem a capacidade de mobilizar o indivíduo numa revisão da sua relação com o mundo, possibilitando assim, que este redescubra sua capacidade de se movimentar em busca de novas configurações para sua vida; partindo de um encontro consigo mesmo para alcançar autonomia e fazer novas escolhas.