Sinais que apontam para uma dependência tecnológica

Se iniciam pela falta de sono e irritabilidade, produtividade baixa e sintomas depressivos como a falta de ânimo.

“Estes sinais servem de alerta para que o sujeito busque ajuda, pois pode estar se tornando um vício o uso desses que, de fato, são muito bons. Sendo espaço ilimitado para a busca de conhecimento, de informação e de entretenimento”, observa.
Acredita também que possa haver reflexos e distorções na percepção da autoimagem.

Superar o uso abusivo exige esforço e em alguns casos ajuda profissional.
Um passo importante é reconhecer que o problema existe e, então criar mecanismos de controle. O estudioso acredita que há um sequestro de nossa energia, nossas horas de sono e até da possibilidade de se relacionar.

“Não somos viciados em tecnologia, somos viciados em injeções de dopamina que certas tecnologias incluíram em suas plataformas. Isso não é por acaso, é deliberado”. Disse em entrevista a BBC, canal público de notícias do Reino Unido.
“As redes sociais são como máquinas de caça níqueis, quantificadas na forma de curtidas, corações, quantas pessoas viram seu post, e isso gera um vício especial, porque se trata do que diz sua comunidade

Lucas Lagoa.

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Obesidade e Cirurgia Bariátrica

Gastroplastia, também chamada de cirurgia bariátrica, cirurgia da obesidade ou ainda de cirurgia de redução do estomago é – como o próprio nome diz – uma plástica no estômago (gastro = estômago e plastia = plástica). Ela tem como objetivo reduzir o peso de pessoas com o IMC muito elevado.

O número de indivíduos com obesidade aumenta no mundo a cada dia e a cirurgia bariátrica vem se tornando um importante aliado no tratamento de pacientes com obesidade grau 3. Esse tipo de cirurgia está indicada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para pacientes com IMC acima de 35 Kg/m² que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue e problemas articulares, ou para pacientes com IMC maior que 40 Kg/m² que não tenham obtido sucesso na perda de peso após dois anos de tratamento clínico (incluindo o uso de medicamentos). 

Em alguns casos mais graves, as mudanças alimentares e a prática de atividades físicas são impossíveis de serem implementadas. Nestas situações, apenas uma intervenção médica mais efetiva, como a cirurgia bariática (cirurgia para redução do tamanho do estômago), deve resolver o problema. A maioria desses casos são aqueles em que o índice de massa corporal (IMC) atinge valores superiores a 40 kg/m². As doenças associadas à obesidade  grau III (hipertensão arterial , artropatias, dislipidemias, diabetes , disfunções respiratórias, etc), geraram o termo “obesidade mórbida’’. 

Existem dois tipos de cirurgia bariátrica. No primeiro, em que há redução do tamanho do estômago, existem três variações denominadas: banda vertical ajustável, gastroplastia vertical, esta com by-pass em y de Roux. Esta última, também chamada Fobi-Capella, é a mais utilizada e foi desenvolvida por cirurgiões. Além da restrição causada pela diminuição do volume do estômago, ocorre uma pequena desabsorção dos alimentos, porque eles deixam de passar pela primeira parte do intestino delgado. 

O segundo tipo é a cirurgia Derivação bilio-pancreática, onde o paciente terá mais liberdade de comer maior quantidade de alimentos, já que não há grande diminuição do estômago, que fica com 2/3 do seu tamanho original. O que é feito aqui é um grande desvio do alimento, que vai para o intestino grosso. 

A avaliação médica do candidato à cirurgia bariátrica é feita por uma equipe multiprofissional, como: Endocrinologista, Cirurgião, Cardiologista, Nutricionista, Psiquiatra, PSICÓLOGO, Pneumonologista, e ainda outros mais. Em todos os casos você deverá, obrigatoriamente, ter pleno conhecimento das características, necessidades, riscos e limitações de cada cirurgia. Participe de reuniões com uma equipe multidisciplinar e com pacientes já operados para poder ter certeza da sua decisão. 

As vezes é preciso doer muito para não doer nunca mais

A gente tem um medo absurdo de sofrer. Queremos nos distanciar de toda e de qualquer dor, seja física, seja emocional. Não suportamos a ausência de felicidade, nem por um segundo. Por isso é que cada vez mais ficamos dependentes de analgésicos e de antidepressivos, uma vez que não permitimos que a dor se aproxime, nem queremos conhecê-la. E ela fica ali, adormecida, mas presente, sempre.

A questão é que precisamos conhecer e analisar os nossos sentimentos, pois somente entendendo o que estamos sentindo é que conseguiremos lidar com o mundo que corre dentro de nós. Nada lá fora seguirá tranquilamente, enquanto carregarmos pendências internas, camuflando-as através de comportamentos nocivos e medicações excessivas. Uma ou outra hora, aquilo tudo que empurramos goela abaixo explode, irrompendo quaisquer barreiras que encontrar pela frente. Não existe nada mais inútil do que postergar aquilo que deve ser encarado aqui e agora, seja no mundo prático, seja em nossa carga emocional. Certas coisas e determinados sentimentos não podem ser deixados para lá, para depois, ou continuaremos emperrados no mesmo lugar, sem chances de voltar a encontrar a felicidade. Para superarmos o que nos fere, é necessário que encaremos e enfrentemos o que nos cabe, mesmo que doa, ainda que machuque, não importando se achamos que não somos capazes.

O sofrimento é inevitável, pois somos sentimentos e nem sempre estaremos felizes, bem como erraremos e escolheremos mal, em muitas etapas de nossas vidas, ou seja, viver implica gozo e dor, sendo preciso saber lidar com o que nos chega. É impossível fugir ao sofrimento todo tempo; o que nos resta é enfrentá-lo, mergulhando fundo na tristeza e na dor, para que soframos o que tivermos que sofrer e consigamos sobreviver, livres do que era escuridão, ao encontro da luz que há nos novos caminhos à nossa frente. Não tenha medo da dor, tema conviver com o sofrimento pelo resto dos seus dias, por medo de sofrer. Quando enfrentamos o que nos fere, tornamo-nos capazes de lutar contra tudo e contra todos que nos fazem mal, criando forças para expulsar de nosso convívio e de nosso íntimo as tralhas emocionais que nada mais fazem do que emperrar a nossa busca pela felicidade.

*O título deste artigo e parte do texto baseia-se em citação de Marcos Bulhões

Por que e quando fazer terapia?

Sintomas que envolvem ansiedades, insônias, compulsões, depressões podem ser tratados pelo psicólogo. Além de problemas de relacionamentos, culpas, frustrações com a vida pessoal, familiar, profissional, lutos e tudo aquilo que consome nossa energia e que pode nos impedir de levar uma vida saudável. 

Apesar de que, muitas pessoas ainda acreditam que buscar psicoterapia é coisa de quem está louco, quando na verdade consultar um psicólogo é um ato de coragem de quem deseja investir no auto conhecimento. Durante a sessão, o papel do psicólogo é conduzir você a um processo de autoconhecimento para que possa olhar-se de frente e se expressar na sua singularidade, considerando que os seus sintomas podem ser compreendidos a partir de suas experiências de vida, de seus vínculos afetivos e de suas relações consigo e com o outro.

Mas, as pessoas se perguntam: por que falar sobre minhas dificuldades para um estranho ao invés de falar para um amigo? Um amigo ou familiar é alguém que faz parte de sua história de vida, que não está preparado para te ouvir sem julgar, sem criar expectativas a seu respeito, sem comparar a sua situação com a dele. O psicólogo é alguém que se preparou para te escutar até mesmo naqueles assuntos mais difíceis de falar, para intervir e ajudá-lo a despertar suas potencialidades e crescer ao aprender a lidar com suas emoções. 

O custo da terapia, assim como o médico, o dentista, o nutricionista, o educador físico e tantos outros profissionais, o psicólogo é um profissional que estudou e continua estudando, que conhece técnicas para te ajudar, que dispõe de um lugar seguro e utiliza-se de ferramentas e instrumentos muitas vezes não mensuráveis, maneira.