Sinais que apontam para uma dependência tecnológica

Se iniciam pela falta de sono e irritabilidade, produtividade baixa e sintomas depressivos como a falta de ânimo.

“Estes sinais servem de alerta para que o sujeito busque ajuda, pois pode estar se tornando um vício o uso desses que, de fato, são muito bons. Sendo espaço ilimitado para a busca de conhecimento, de informação e de entretenimento”, observa.
Acredita também que possa haver reflexos e distorções na percepção da autoimagem.

Superar o uso abusivo exige esforço e em alguns casos ajuda profissional.
Um passo importante é reconhecer que o problema existe e, então criar mecanismos de controle. O estudioso acredita que há um sequestro de nossa energia, nossas horas de sono e até da possibilidade de se relacionar.

“Não somos viciados em tecnologia, somos viciados em injeções de dopamina que certas tecnologias incluíram em suas plataformas. Isso não é por acaso, é deliberado”. Disse em entrevista a BBC, canal público de notícias do Reino Unido.
“As redes sociais são como máquinas de caça níqueis, quantificadas na forma de curtidas, corações, quantas pessoas viram seu post, e isso gera um vício especial, porque se trata do que diz sua comunidade

Lucas Lagoa.

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Obesidade e Cirurgia Bariátrica

Gastroplastia, também chamada de cirurgia bariátrica, cirurgia da obesidade ou ainda de cirurgia de redução do estomago é – como o próprio nome diz – uma plástica no estômago (gastro = estômago e plastia = plástica). Ela tem como objetivo reduzir o peso de pessoas com o IMC muito elevado.

O número de indivíduos com obesidade aumenta no mundo a cada dia e a cirurgia bariátrica vem se tornando um importante aliado no tratamento de pacientes com obesidade grau 3. Esse tipo de cirurgia está indicada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para pacientes com IMC acima de 35 Kg/m² que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue e problemas articulares, ou para pacientes com IMC maior que 40 Kg/m² que não tenham obtido sucesso na perda de peso após dois anos de tratamento clínico (incluindo o uso de medicamentos). 

Em alguns casos mais graves, as mudanças alimentares e a prática de atividades físicas são impossíveis de serem implementadas. Nestas situações, apenas uma intervenção médica mais efetiva, como a cirurgia bariática (cirurgia para redução do tamanho do estômago), deve resolver o problema. A maioria desses casos são aqueles em que o índice de massa corporal (IMC) atinge valores superiores a 40 kg/m². As doenças associadas à obesidade  grau III (hipertensão arterial , artropatias, dislipidemias, diabetes , disfunções respiratórias, etc), geraram o termo “obesidade mórbida’’. 

Existem dois tipos de cirurgia bariátrica. No primeiro, em que há redução do tamanho do estômago, existem três variações denominadas: banda vertical ajustável, gastroplastia vertical, esta com by-pass em y de Roux. Esta última, também chamada Fobi-Capella, é a mais utilizada e foi desenvolvida por cirurgiões. Além da restrição causada pela diminuição do volume do estômago, ocorre uma pequena desabsorção dos alimentos, porque eles deixam de passar pela primeira parte do intestino delgado. 

O segundo tipo é a cirurgia Derivação bilio-pancreática, onde o paciente terá mais liberdade de comer maior quantidade de alimentos, já que não há grande diminuição do estômago, que fica com 2/3 do seu tamanho original. O que é feito aqui é um grande desvio do alimento, que vai para o intestino grosso. 

A avaliação médica do candidato à cirurgia bariátrica é feita por uma equipe multiprofissional, como: Endocrinologista, Cirurgião, Cardiologista, Nutricionista, Psiquiatra, PSICÓLOGO, Pneumonologista, e ainda outros mais. Em todos os casos você deverá, obrigatoriamente, ter pleno conhecimento das características, necessidades, riscos e limitações de cada cirurgia. Participe de reuniões com uma equipe multidisciplinar e com pacientes já operados para poder ter certeza da sua decisão. 

Terapia de Casal

A falta de tempo e as pressões do trabalho podem afetar o relacionamento. Casais muito ocupados acabam descuidando a relação, produzindo descontentamentos e mágoas. Os motivos que levam à procura pela terapia de casal são diversos.  Será que está na hora de vocês procurarem ajuda? Saiba como funciona esse tratamento. 


O fundamental é reconhecer a insatisfação e evitar que as crises se tornem crônicas. “Se os problemas se arrastam há muito tempo, a taxa de sucesso diminui”. (Ailton Amélio da Silva, professor de Psicologia. USP. São Paulo.). Na opinião dele, muitos casais adiam por causa da resistência dos homens – vários têm preconceito e não pensam em consultar terceiros. ‘‘Uns sofrem de tédio, outros estão cansados de tanta briga’’. Revela, a briga, em si, não é ruim. A forma de brigar é que importa. Se há desrespeito, os envolvidos mal se ouvem e só querem atacar o outro, aí, sim, a briga é destrutiva e não leva a nada”, alerta. 


As questões da comunicação e da sexualidade podem entrar em pauta e as fases de mudança – como a chegada dos filhos – testam os casais. “A proposta é ajudar o casal a encontrar uma forma harmônica de se relacionar, mas não há mágica”. Portanto, assim como existe a possibilidade de um salto qualitativo no relacionamento, nada impede que os envolvidos cheguem à conclusão de que serão mais felizes separados. Nesse caso, mesmo que a dor seja inevitável, é provável que o fim se mostre menos traumático, pois ambos puderam se expressar e refletir antes. 


 A terapia de casal ou terapia conjugal é uma terapia em que ambos os parceiros participam, tendo o foco na sua interação e nas dificuldades específicas que eles estão vivendo. Ela pode auxiliar o casal a pôr seu relacionamento de volta aos trilhos, seja no casamento, no namoro ou no noivado.  Na terapia de casais trabalha-se para descobrir onde as coisas estão indo mal e procurar modos de melhorar. Não é uma fórmula mágica que irá “consertar” as coisas, mas um canal para o casal entender melhor suas dificuldades e trabalhar em cima delas.     
A terapeuta ajuda os parceiros a identificarem os pontos de conflito dentro da relação e a determinar quais as mudanças desejáveis, sejam no modo de se relacionar, sejam mudanças individuais. Nesse tipo de terapia, há componentes de mediação, componentes educacionais e de terapia individual envolvidos, dependendo das dificuldades específicas enfrentadas.  

O casal torna-se ciente de pontos de vista e modos de interagir e de se comunicar destrutivos para tentar modificá-los.     
Os problemas que levam o casal à terapia podem ser dificuldades de interação, sexuais, emocionais, falta de habilidade para lidar com o estresse. Estão embutidos aí o desequilíbrio de valores sobre sexo, educação dos filhos, papéis sexuais, carreira, dinheiro, cuidados com a casa.Há diferenças de gênero que às vezes podem levar à desentendimentos, como os estilos diferentes de comunicação dos homens e mulheres.     
A falta de tempo e as pressões do trabalho podem afetar o relacionamento. Casais muito ocupados podem acabar negligenciando a relação, se distanciando ou priorizando sempre outras partes de sua vida, levando à mágoas. Outras vezes, sentem-se cansados e esgotados quando chegam em casa e acabam não respondendo às necessidades de seus parceiros. Isso também se acentua quando o casal tem filhos pequenos.

Penso que casamento é doação, uma atitude contínua de crescimento. Quando duas pessoas se propõem estar casadas, elas devem criar hábitos que ajudam a fortalecer a relação. Atitudes rotineiras que promovem a sensação de pertencimento – do compartilhamento de um conjunto de crenças e valores comuns que dão significado ao que pensamos e sentimos – contribuem para a cumplicidade do casal. Quando um casal cria rituais que expressam o carinho e a consideração de um pelo outro, tem-se a sensação de que a relação é um pequeno universo privado com códigos e símbolos próprios. Isso acentua o vínculo conjugal porque potencializa a força identitária da linguagem e do espaço comum”. A individualidade de cada um deve ser preservada. Contudo, é fundamental que haja condições para que o casal se reconheça como tal, ou seja, como duas pessoas com metas, objetivos e propósitos comuns. Quando se trata de investimento de tempo do casal, na relação a dois são as saídas a passeio – o namoro – que pode incluir cinema, jantar, teatro, o que quer que satisfaça o casal. Sair à noite para um programa especial deveria ser uma proposta, no mínimo, mensal de um casal. O ritual de escolher o programa, arrumar-se, sair, investir tempo, dinheiro e afeto no lazer comum. “Muitos casais só se tocam na hora do sexo. Fora da cama são frios, não demonstram carinho, não andam de mãos dadas, não se abraçam, nem se beijam”. Ora, como o sexo pode ser envolvente se a intimidade do casal está por um fio? Infelizmente, não existe receita de sucesso. 

Ter uma vida a dois é compartilhar, trocar, se doar, dar e receber prazer. Então, invista no contato físico. Lembre: o sexo começa muito antes de irem para a cama. Dê um beijo de bom-dia na parceira, aconcheguem-se no sofá, reservem tempo para conversar. “Estreitar os laços emocionais ajuda a entender como se pode oferecer prazer.” 
Há momentos difíceis em todos os casamentos. Sim, há momentos difíceis no seu casamento e tambem no meu. Devemos estar prevenidos sobre isso para não abandonar o barco. A tormenta pode passar. Enfim, o casamento não veio pronto e acabado, mas é algo que se constrói dia a dia com os tijolos do amor, da renúncia e do compromisso. Os desafios e dificuldades de uma vida à dois, as brigas, o fracasso e o desapontamento podem servir como um impulso para a mudança e o crescimento. É importante buscar ajuda profissional, mesmo quando parece que já esgotaram todos os recursos, pois uma relação satisfatória é um bem imensurável. É preciso se dar a chance. 

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

As obsessões são; Pensamentos, impulsos ou imagens conscientes, persistentes e repetitivas que são vivenciadas pela pessoa como intrusivas, inapropriadas e que causam muita ansiedade. Não são apenas simples preocupações do dia a dia.  A pessoa tenta ignorar, suprimir ou neutralizar com outros pensamentos ou ações (compulsões) estes pensamentos, imagens e impulsos obsessivos. O indivíduo reconhece que estas obsessões são produtos de sua mente.

As compulsões são:
Comportamentos repetitivos ou atos mentais conscientes sentidos com extrema urgência em resposta a uma obsessão que gera ansiedade ou em resposta a regras que têm que serem seguidas rigidamente. Com a realização da compulsão segue-se o alívio da ansiedade.
Os atos mentais ou comportamentos servem também para prevenir algum evento ou situação perigosa e não são associados de modo realístico, já que são feitos para neutralizar ou prevenir. Eé comum os indivíduos esconderem os sintomas por julgá-los vergonhosos e absurdos.
Sintomas
Os pensamentos obsessivos mais comuns são:
• Medo de contaminação
• Medo de deixar lugares destrancados
• Pensamentos sexuais inadequados
• Medo de cometer violências
• Pensamentos proibidos
• Questões morais
• Questões religiosas
Os rituais (compulsões) são das mais variadas formas, sendo as mais comuns:
• Tomar banho em determinada ordem
• Lavar as mãos ou roupas várias vezes por medo de contaminação (cumprimentar outro, pegar na maçaneta de portas, etc.)
• Preocupações em relação a perigos, levando a checagens de portas, fechaduras, gás, etc., de modo repetitivo
• Medo de cometer ato violento
• Necessidade de ter ordem e precisão
• Dar “passinhos” para trás e para frente
• Contar coisas repetidamente
• Arrumar objetos em determinada ordem também de modo contínuo e preciso
• Tocar coisas excessivamente
• Rezar compulsivamente

Via de regra, sempre são realizados para evitar a ansiedade intensa provocada por estes pensamentos intrusivos e involuntários, que são as obsessões.  Estes rituais são sempre repetitivos,  já que as obsessões também o são. Existem rituais mentais, onde o indivíduo tem um pensamento obsessivo e pensa algo diferente para neutralizar a ansiedade provocada pelo primeiro pensamento. Os casos variam de leves a graves.

Diagnóstico
Para se fazer o diagnóstico, temos que levar em conta a definição da doença. As obsessões e compulsões são sintomas típicos do Transtorno Obsessivo Compulsivo.
Mas, além disso, a pessoa tem que reconhecer que elas são excessivas, inadequadas, irreais e causam intenso sofrimento. Isto é um critério de saúde mental. As obsessões e compulsões consomem tempo do indivíduo (mais de uma hora por dia) e interferem significantemente em todos os campos da vida da pessoa.
O Transtorno não pode ser devido a efeitos fisiológicos, drogas, toxinas ou doenças. E é comum a associação com depressão e fobia social. As causas prováveis são genéticas e biológicas, alteração do ambiente social e familiar, e estresse. Pode aparecer em qualquer idade, porém há dois picos de incidência: na infância e em torno dos 30 anos. Sua incidência se dá igualmente em homens e mulheres.
O tratamento se faz com antidepressivos tricíclicos e antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina em doses altas, associados à Terapia Cognitivo-Comportamental com bons resultados.

Ansiedade Generalizada

A característica essencial é uma ansiedade excessiva e preocupação desproporcional ao estímulo; o foco da preocupação não é justificável para a intensidade da ansiedade. É um estado de ansiedade permanente com grande mal-estar e desconforto. É necessário diferenciar da ansiedade normal. Esta é restrita a determinado contexto e sua duração é relativamente curta, devido a uma adaptação à situação.


A ansiedade provoca tensão, apreensão, nervosismo, sofrimento mental, muito desconforto, tendência a premeditar e controlar o imprevisível que sempre se refere a possibilidades ruins e perigosas que possam acontecer no futuro. Os indivíduos com ansiedade generalizada estão sempre imaginando estas situações e sentem muita insegurança em relação a não terem capacidade de lidar com as mesmas.  As preocupações mais freqüentes são em relação a si mesmos e aos familiares mais próximos; como: doenças, acidentes, sofrimentos, etc. Os sintomas podem oscilar no tempo, fazendo com que a pessoa se sinta melhor em algumas ocasiões e pior em outras.

Diagnóstico
Esta ansiedade e preocupação tem que ocorrer na maioria dos dias por pelo menos 6 meses.
A pessoa acha difícil controlar a preocupação.  Deve apresentar três ou mais dos seguintes sintomas:
• Cansaço
• Ser facilmente fatigável
• Dificuldade de concentração
• Ter “Brancos”
• Irritabilidade
• Tensão muscular e dificuldade para relaxar
• Alteração do sono (dificuldade de pegar no sono, dificuldade de ficar com sono ou sono insatisfatório)

A ansiedade não pode estar relacionada a outro distúrbio psiquiátrico.  Causa importantes alterações nas diferentes áreas de funcionamento do indivíduo. Outros sintomas físicos relacionados à ansiedade são: sudorese excessiva, náusea, diarréia, boca seca, mãos e pés frios e úmidos, sensação de bolo na garganta, assustar-se facilmente, aumento da freqüência cardíaca, etc. Nos períodos normais de estresse, mesmo que bons (ex: mudança para emprego melhor), geralmente há exacerbação do quadro. Este quadro leva a prejuízos do funcionamento normal do indivíduo, quer seja social, acadêmico ou ocupacional.
Ocorre mais em mulheres do que em homens. Pode haver associação de outros distúrbios, como:
• Doenças da Tireóide
• Fobia Social
• Transtorno do Pânico
• Transtorno do Estresse Pós Traumático
• Transtorno Obsessivo Compulsivo
• Depressão

Tratamento
A Ansiedade Generalizada é um distúrbio crônico, podendo haver períodos pequenos de melhora, fazendo o paciente sofrer durante longos anos até procurar tratamento. É muito comum a busca de auto-tratamento, porém com resultados negativos.
O melhor tratamento é feito com antidepressivos e psicoterapia, (acompanhamento psicológico) porque além de melhores resultados, não criam dependência como os tranqüilizantes.
O prognóstico (resultado) é muito bom.

Transtorno Depressivo

Transtorno Depressivo


A Depressão é uma doença que altera o equilíbrio do ser, distorcendo toda a sua visão de mundo.
A emoção sempre subjuga a razão, assim o humor leva praticamente todas as funções psíquicas a acompanhá-lo parcial ou totalmente para o pólo depressivo (pólo depressivo do humor em contraposição ao pólo maníaco, alegre).

O paciente tem consciência das coisas boas da vida, porém é impossível mudar seu humor.
A pessoa deprimida encontra-se desanimada, triste sem motivo aparente: diz que não sente mais alegrias. Fica, geralmente, mais quieta e muitas vezes o barulho lhe incomoda, tendendo a isolar-se. Seu interesse e prazer pelas atividades que praticava diminuem ou acabam.
Queixa-se frequentemente de que não está dormindo direito, de que seu sono é leve, de que está acordando durante a noite ou de que acorda na madrugada e não dorme mais. Porém, há depressões com hipersônia (muita sonolência).

Pode ter piora da memória e concentração por estar mergulhada em preocupações ou pensamentos negativistas. Seu pensamento e raciocínio tornam-se mais lentificados, com consequente dificuldade em tomar decisões. A sensação de fadiga, sentimentos de menos valia (inferioridade), de culpa, de ruína, desesperança, rejeição, de morte e suicídio (em casos mais graves) são freqüentes. Há diminuição da libido (desejo sexual), irritabilidade, insegurança e baixa auto-estima.
São geralmente desencadeadas por doenças, separações, perdas, mudanças, mortes, estresse, por drogas lícitas e ilícitas, alterações hormonais, ou outros eventos significativos na vida do indivíduo.
Diagnóstico 

Segundo o DSM-IV (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders- Fourth Edition), cinco ou mais destes sintomas listados abaixo, são obrigatórios por pelo menos duas semanas para o diagnóstico:

• Humor deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias
• Perda importante do interesse e prazer em todas ou quase todas as atividades
• Perda ou ganho de peso
• Insônia ou Hipersônia (muito sono)
• Retardo ou agitação psicomotora
• Desânimo, perda de energia
• Diminuição da concentração e da memória
• Sentimentos de pesar, fracasso, ruína, morte, culpa, falta de sentido na vida
• Dificuldade de tomar decisões
• Pensamentos recorrentes de morte e idéias de suicídio
• Pessimismo
• Persistência de pensamentos negativos
• Chorar facilmente
• Dificuldade para chorar
• Irritabilidade
• Impaciência
• Inquietação
• Ansiedade
• Perda de energia
• Dificuldade de iniciar tarefas
• Lentificação do pensamento
• Diminuição da habilidade de pensar
• Cansaço
• Desesperança
• Desejo de morrer, “não vale a pena viver”
• Dores no corpo

Os sintomas precisam demonstrar uma mudança em relação ao estado prévio; sendo obrigatória a presença de humor deprimido ou perda do interesse e/ou prazer. O diagnóstico não pode ser feito na presença do uso de substâncias ou de condição médica geral. A depressão prejudica em muito a vida normal do indivíduo. Necessariamente requer tratamento, Que deve ser com antidepressivos e psicoterapia (acompanhamento psicológico), porque além de melhores resultados, não criam dependência como os tranqüilizantes.

Distimia e Depressão

Todas as pessoas se sentem desanimadas em alguns momentos da vida. É normal que, ocasionalmente, nos sintamos tristes. Vivemos algumas situações, muitas vezes, necessárias para reagirmos e buscarmos novos caminhos na nossa vida ou para superarmos acontecimentos desagradáveis. Agora imagine que esse desânimo está presente na sua vida por mais de dois anos. Não é difícil perceber o desconforto que pode experimentar alguém que se sente assim. É o que acontece quando a distimia aparece. Continue lendo para saber mais sobre ela!

Distimia (Transtorno Depressivo Persistente) surge quando uma pessoa fica deprimida por pelo menos dois anos. A observação pode ser feita por aqueles que sofrem desse transtorno ou ser percebida pelas pessoas ao seu redor. Mas, embora possam ser semelhantes, distimia não é o mesmo que depressão Depressão se caracteriza pela perda ou aumento do apetite, insônia ou sonolência excessiva, falta de energia ou fadiga, baixa autoestima, dificuldade de concentração ou para tomar decisões, ou sentimentos de angústia e desespero.

Como podemos notar, é possível que as pessoas com distimia não tenham tantos sintomas e talvez não sejam tão intensos como naquelas com depressão. No entanto, existe um outro problema: é muito persistente e dura mais tempo. As pessoas com distimia estão sempre tristes e se não houver um tratamento psicológico adequado, pode se tornar um transtorno depressivo mais grave. Além disso, podem ocorrer outras psicopatologias e a terapia é necessária porque pessoas com depressão também têm um humor deprimido na maior parte do dia e quase todos os dias. Como resultado de tudo isso, a qualidade de vida dessas pessoas fica prejudicada tanto na saúde como nos relacionamentos,  influenciando o seu sofrimento psicológico em diversas áreas de forma significativa.

Dar limites aos filhos, porque é tão difícil ?

As crianças aprendem a comportar-se em sociedade ao conviver com outras pessoas, principalmente com os próprios pais. A maioria dos comportamentos infantis é aprendida por meio da imitação, da experimentação e da invenção. Se os pais permitem que os filhos, por menores que sejam, façam tudo o que desejam, não estão lhes ensinando noções de limites individuais e relacionais nem lhes passando noções do que podem ou não podem fazer. Os pais usam diversos argumentos para isso: “Eles não sabem o que estão fazendo”. “São muito pequenos para aprender.” “Sabemos que não devemos deixar…, mas é tão engraçadinho.” É preciso lembrar que uma criança, quando faz algo pela primeira vez, sempre olha em volta para ver se agradou alguém. Se agradou, repete o comportamento, pois entende que agrado é aprovação – e ela ainda não tem condições de avaliar a adequação do seu gesto.

Portanto, cada vez que os pais aceitam uma grosseria, um desrespeito há quebra de limites, estão fazendo com que seus filhos rompam o limite natural para seu comportamento em família e em sociedade. Apesar de serem mais fortes, os pais que não reagem à quebra de limites dos filhos acabam permitindo que estes, muito mais fracos, os maltratem, invertendo a ordem natural de que o mais fraco deve respeitar o mais forte. A força dos pais está em transmitir aos filhos a diferença entre o que é aceitável ou não, adequado ou não, entre o que é essencial e supérfluo, e assim por diante.

(trecho do livro de Dr Içami Tiba)

As vezes é preciso doer muito para não doer nunca mais

A gente tem um medo absurdo de sofrer. Queremos nos distanciar de toda e de qualquer dor, seja física, seja emocional. Não suportamos a ausência de felicidade, nem por um segundo. Por isso é que cada vez mais ficamos dependentes de analgésicos e de antidepressivos, uma vez que não permitimos que a dor se aproxime, nem queremos conhecê-la. E ela fica ali, adormecida, mas presente, sempre.

A questão é que precisamos conhecer e analisar os nossos sentimentos, pois somente entendendo o que estamos sentindo é que conseguiremos lidar com o mundo que corre dentro de nós. Nada lá fora seguirá tranquilamente, enquanto carregarmos pendências internas, camuflando-as através de comportamentos nocivos e medicações excessivas. Uma ou outra hora, aquilo tudo que empurramos goela abaixo explode, irrompendo quaisquer barreiras que encontrar pela frente. Não existe nada mais inútil do que postergar aquilo que deve ser encarado aqui e agora, seja no mundo prático, seja em nossa carga emocional. Certas coisas e determinados sentimentos não podem ser deixados para lá, para depois, ou continuaremos emperrados no mesmo lugar, sem chances de voltar a encontrar a felicidade. Para superarmos o que nos fere, é necessário que encaremos e enfrentemos o que nos cabe, mesmo que doa, ainda que machuque, não importando se achamos que não somos capazes.

O sofrimento é inevitável, pois somos sentimentos e nem sempre estaremos felizes, bem como erraremos e escolheremos mal, em muitas etapas de nossas vidas, ou seja, viver implica gozo e dor, sendo preciso saber lidar com o que nos chega. É impossível fugir ao sofrimento todo tempo; o que nos resta é enfrentá-lo, mergulhando fundo na tristeza e na dor, para que soframos o que tivermos que sofrer e consigamos sobreviver, livres do que era escuridão, ao encontro da luz que há nos novos caminhos à nossa frente. Não tenha medo da dor, tema conviver com o sofrimento pelo resto dos seus dias, por medo de sofrer. Quando enfrentamos o que nos fere, tornamo-nos capazes de lutar contra tudo e contra todos que nos fazem mal, criando forças para expulsar de nosso convívio e de nosso íntimo as tralhas emocionais que nada mais fazem do que emperrar a nossa busca pela felicidade.

*O título deste artigo e parte do texto baseia-se em citação de Marcos Bulhões

Por que e quando fazer terapia?

Sintomas que envolvem ansiedades, insônias, compulsões, depressões podem ser tratados pelo psicólogo. Além de problemas de relacionamentos, culpas, frustrações com a vida pessoal, familiar, profissional, lutos e tudo aquilo que consome nossa energia e que pode nos impedir de levar uma vida saudável. 

Apesar de que, muitas pessoas ainda acreditam que buscar psicoterapia é coisa de quem está louco, quando na verdade consultar um psicólogo é um ato de coragem de quem deseja investir no auto conhecimento. Durante a sessão, o papel do psicólogo é conduzir você a um processo de autoconhecimento para que possa olhar-se de frente e se expressar na sua singularidade, considerando que os seus sintomas podem ser compreendidos a partir de suas experiências de vida, de seus vínculos afetivos e de suas relações consigo e com o outro.

Mas, as pessoas se perguntam: por que falar sobre minhas dificuldades para um estranho ao invés de falar para um amigo? Um amigo ou familiar é alguém que faz parte de sua história de vida, que não está preparado para te ouvir sem julgar, sem criar expectativas a seu respeito, sem comparar a sua situação com a dele. O psicólogo é alguém que se preparou para te escutar até mesmo naqueles assuntos mais difíceis de falar, para intervir e ajudá-lo a despertar suas potencialidades e crescer ao aprender a lidar com suas emoções. 

O custo da terapia, assim como o médico, o dentista, o nutricionista, o educador físico e tantos outros profissionais, o psicólogo é um profissional que estudou e continua estudando, que conhece técnicas para te ajudar, que dispõe de um lugar seguro e utiliza-se de ferramentas e instrumentos muitas vezes não mensuráveis, maneira.